
Não posso negar, a inteligência artificial já chegou e está para ficar. De tal maneira que, daqui a uns anos, será uma inteligência qualquer a escrever este texto a dizer que os humanos eram muito fofinhos, mas ao mesmo tempo muito totós.
Chegámos ao ponto que eu gosto de chamar “ponto final”. As pessoas responsáveis pela criação da IA já nem têm mãos para os monstros que eles próprios criaram.
1.2 mil milhões de pessoas utilizam a inteligência artificial diariamente, 15% da população mundial. Já os números em Portugal indicam que cerca de 40% utiliza a IA nas suas tarefas diárias. Chamo-lhe “ponto final”, mas na verdade devia chamar ponto de exclamação. Porque o número já tem tantos zeros que em vez de ficarmos finalizados ficamos exclamados!
Vamos um jogar jogo. Chama-se:
COMPARAÇÕES COMPARATIVAMENTE ÁS COMPARAÇÕES JÁ FEITAS E COMPARADAS POR OUTRAS COMPARAÇÕES.
A nível mundial e do mundo todo, cerca de 15% da população utiliza IA. É como se quase toda a população da Índia e arredores usasse IA todos os dias; no mundo inteiro é mais normal atualmente usar IA do que beber qualquer tipo de Coca-Cola; a nível mundial, há mais pessoas que usam IA diariamente do que pessoas que sabem assobiar afinado.
A nível de Portugal, a percentagem de utilização da IA é de quase 40% na população geral. Nos jovens, o número sobe para os 76%. É como se todos os adeptos do Benfica, Sporting e Porto usassem IA ao mesmo tempo; entre os jovens é tao normal usar IA como tirar fotos em frente a um espelho para mostrar o outfit, ou a falta dele; para finalizar as comparações comparativamente as comparações já feitas e comparadas por outras comparações, em Portugal há mais pessoas a usar a IA diariamente do que pessoas que sabem estacionar em paralelo á primeira.

Eu como tenho uma grande necessidade de pertença e gosto de fazer parte de todas as estatísticas a que tenho direito: utilizo diariamente IA. Digo diariamente porque inevitavelmente uso. Dá para usar IA de maneira propositada ou podemos ser vítimas da IA.
Podemos ser vítimas da IA, e é por isso que cada vez mais devemos ter medo da dimensão que ela já tem. Se existisse uma escala para dar nome ao crescimento da IA, tinha de se usar IA para criar um nome. E só por isto, para mim, já é difícil confiar na IA.
Claro que já temos provas nas quais podemos confiar. A nível científico, a nível médico, entre outros. Claro que já salvou muitas milhares de vidas, e até me sinto obrigado a confiar a 70% na IA por estes casos. Mas, a IA também nos dá momentos de alta chalupice.
Há uns tempos, estava distraído a ver o programa “vida selvagem” e deliciado com a reconfortante voz do locutor que me surgiu uma questão. Quem é o sacana que tem só a melhor voz portuguesa de sempre? Então, dei uma oportunidade de sucesso ao ChatGPT e perguntei-lhe quem era. Para meu espanto, ele respondeu-me que a cara por detrás daquela voz era do ilustre João Paulo Rodrigues, mais conhecido como Quim Roscas. Estranhei. E disse-lhe – ao Chat – “estás errado”. Ao que ele me responde de imediato a dizer que se enganou e que a cara por detrás da voz pertencia ao ilustre apresentador Jorge Gabriel, mais conhecido como Jorge Gabriel. E foi neste exato momento que eu percebi que a IA ainda não é assim tão perigosa.
Provavelmente, o mais assustador, na IA é a dificuldade em dizer o que é real ou artificial. Estamos mesmo entre a espada e a parede. É que agora não é só Tik Tok’s parvos, agora já são vídeos que a página oficial da Casa Branca publica do Donald Trump a jogar á bola com o Cristiano Ronaldo.
Só sabemos que aquele vídeo é falso porque nenhum homem com 79 anos consegue fazer aquilo. Muito menos um senhor de 79 anos americano. MUITO MENOS, um senhor de 79 anos americano chamado Donald Trump.
Como eu já referi, atualmente estamos mesmo entre a espada e a parede. Já é difícil distinguir o mundo real do que é produzido pela IA. Agora deixo aqui uma questão:
Será que este texto foi feito pela IA?