
Sempre que vejo um filme de super-heróis, onde são gastos milhões em guerras contra vilões que fazem muito mal às pessoas, penso qual seria o meu super-poder de eleição. Depois de uma longa e exaustiva pesquisa, descobri quais são os mais, digamos, famosos: invisibilidade, voar e ler mentes.
Invisibilidade
A grande fatia da população adorava ser invisível. E a grande fatia da população que adorava ser invisível justifica-se com um argumento: andar sempre nu. Percebo que seja bastante engraçado andar por aí da forma que viemos ao mundo. Mas, por outro lado, até que ponto não é um sinal de aviso, de que alguém não está nada bem da cabeça, quando quer andar sempre todo nu?… Dá que pensar.
A única coisa que, genuinamente, me diverte é pensar na quantidade infinita de partidas que podemos fazer. Dou-vos o exemplo de duas e deixo para vocês arranjarem mais algumas, para se rirem feito malucos a olhar para um ecrã de telemóvel: ir à casa de um amigo só abrir as janelas, depois ele fecha e vocês abrem novamente, e ficavam nesta brincadeira durante 2 horas ou até ele se passar da cabeça. Outra partida mais simples, era só inserir o vosso dedo mindinho na orelha da pessoa que estiver à vossa frente. Muito divertido.

Voar
Admito, dos super-poderes mais famosos, este é o que me alicia mais. Se eu pudesse escolher apenas um dos três, voar seria a minha escolha. E seria apenas por uma questão de mera praticidade. Era tudo mais fácil, bastava sair de casa, até podia ser pela janela, e não tinha de andar, nem de carro, nem transportes, para chegar onde quisesse. Podia muito bem arrancar agora da minha secretária e ir a Marrocos.
Este super-poder só tem um pequeno entrave: sempre que quisermos voar, temos de estar munidos de um pequeno necessaire, porque isto de voar, certamente, não é como nos filmes. Não me lixem. Quando dou uma corridinha já fico transpirado, imaginem fazer um voo intercontinental à base da força de pernas, deve ser uma nojeira. Porque esforço + suor = cheirar mal dos sovacos.

Ler Mentes
Para fechar este Top 3, a capacidade de ler mentes. Querem saber a minha opinião sobre ler mentes? Então é a seguinte: Sim, mas.
Primeiro, a minha cabeça já é um sítio muito estranho/divertido, não me cativa saber o que vai nas outras. Segundo, a probabilidade de ler, nas outras cabeças, coisas que eu não quero mesmo saber é gigante, por isso, se é para saber coisas que não quero, mais vale não ter a possibilidade de poder ler. Terceiro, ter este poder era inútil, eu nunca o usaria porque era mesmo estranho ficar a saber que alguém tem sonhos homo-eróticos com o Tiago Grila.
Agora, esta lista enumera só os super-poderes mais famosos. Nunca, até agora, disse qual era o meu super-poder de eleição. Acabo já com o suspense.
Metamorfose.

De toda a panóplia de poderes que existem, se pensarmos bem, este é de todos o melhor.
Primeiro, na eventualidade de ter a necessidade de nadar mesmo muito rápido, transformava-me numa enguia.
Segundo, se precisasse de voar, bastava escolher um animal com, pelo menos, duas asas, tipo uma rola, e lá ia eu a voar.
Terceiro, suponhamos que eu queria ouvir uma conversa alheia, transformava-me numa mosca e ficava a esvoaçar à volta dos intervenientes na conversa, como fazem as moscas à porta da casa do Pedro Pinto.